sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mais uma HQ inédita de Raio Negro

A revista lançada pela editora Júpiter II, de José Salles, está na 10ª edição e traz dois roteiros inéditos escritos por Gedeone Malagola antes de falecer, em setembro do ano passado.

O primeiro é baseado em argumento de Rodolfo Zalla, outro veterano dos quadrinhos brasileiros, e foi ilustrado por Douglas Félix. A história mostra Raio Negro às voltas com um vilão que vem se passando pelo herói.

O outro, do Homem-Lua e a tribo dos esqueletos, foi desenhado por Renato Rei. A arte-final de ambas histórias e a capa são de Luiz Meira. “Todos souberam manter as características dos personagens, sem desvirtuá-los”, diz Salles.

O editor previne que a revista teve um problema de impressão e saiu com qualidade inferior aos demais lançamentos da Júpiter II.

Raio Negro 10 tem 28 páginas, capa colorida e miolo p&b. Pedidos podem ser feitos pelo e-mail jupiter2editora@yahoo.com.br.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

10 anos do Estúdio Impacto

A comemoração acontece neste sábado (7), a partir das 16h, na nova sede da Vila Madalena (Rua General Góis Monteiro, 521).

Na programação, workshop com Luke Ross, artista da Marvel e um dos fundadores da Impacto, e abertura da exposição com obras de importantes desenhistas como José Luiz Garcia-Lopez, Roger Cruz, Luke Ross, Fabio Laguna, Manny Clark, Mike Deodato, Gabriel Bá e Fabio Moon, Brian Hitch e outros.

A festa termina com um coquetel de confraternização às 18h30.

Mais informações pelo telefone (11) 5072-6161.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lobo vai para o inferno!

Boa notícia para os fãs do Maioral. Afinal, faz tempo que o personagem não dá as caras numa minissérie solo...

Chega esta semana às bancas americanas a primeira parte (de duas) de Lobo: Highway to Hell, escrita pelo guitarrista da banda de rock pesado Anthrax, Scott Ian, em sua estreia nos quadrinhos, com desenhos do veterano Sam Kieth.

Depois de arrepiar o Paraíso nos anos 90 na mini Lobo Está Morto, agora o Maioral vai arrumar encrenca com o andar de baixo. Na verdade, é o próprio Satanás quem provoca a briga, interessado na alma devassa do último czarniano.

Para mostrar que não está de brincadeira, o cramulhão manda um recado duro, cravado a adaga no corpo de um dos golfinhos de estimação de Lobo! A sinopse ainda promete chiuauas demoníacos, o pior cruzeiro marítimo do mundo, explosões lunares, cabeças decepadas e mais barbaridades.

Lobo: Highway to Hell #1 tem 64 páginas e preço de US$ 6,99. Agora é torcer para a Panini lançar logo por aqui. A última mini do Maioral, Lobo Unbold, só saiu no Brasil 10 meses depois do mercado americano.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Episódio Musical de Batman: The Brave and The Bold

Os produtores do novo desenho animado do Batman não param de se superar. Até aí, nenhuma surpresa, como também não surpreende o Homem-Morcego envolvido num musical.

No quinto episódio da terceira temporada do seriado Liga da Justiça, This Little Pig (Esta Porquinha), Batman é obrigado a soltar a voz para reverter o encanto que transformou a Mulher-Maravilha na tal porquinha do título – ele interpreta a canção Am I Blue? (Solidão, na versão em português).

De todo modo, Mayhem of The Music Meister é o primeiro programa totalmente musical num seriado animado de super-heróis, até onde sei. O episódio foi ao ar nos Estados Unidos no dia 23 de outubro, mas só consegui assisti-lo no feriadão de Finados e recomendo fortemente.

O vilão Music Meister foi criado especialmente para o desenho e tem o dom de dominar a mente dos outros com suas canções. As primeiras vítimas são Grodd, Arraia Negra e Rei Relógio, Aquaman, Canário Negro e Arqueiro Verde, estes tentando impedir aqueles de roubar um satélite.

A cena acima mostra o momento em que Music Meister enfrenta Batman e toma conta ele mesmo do satélite. O plano é ampliar seus poderes vocais para dominar todo o planeta.

A isto se seguem novas lutas e canções. O ponto alto é quando a Canário revela seu amor platônico por Batman ao mesmo tempo em que o vilão se apaixona pela voz da heroína, formando um improvável dueto em If Only.

Parte da canção volta a ser interpretada no final, quando o Arqueiro Verde finalmente se declara para Canário. Curiosamente, o único sem um número musical é o próprio Batman.

Destaque também para a interpretação magistral de Neil Patrick como o Music Meister e para os hilários figurinos utilizados pelo vilão ao longo do programa, cada um deles representando um estilo musical.

Bom de ver, bom de ouvir, The Mayhem of The Music Meister foi anunciado e recebeu uma prévia em julho, durante a San Diego Comic Con. É, sem dúvida, um dos melhores episódios de The Brave and The Bold.

Considerando a qualidade desta animação, não é pouca coisa.

Anthony Hopkins viverá Odin no cinema

Melhor notícia não poderia haver para os fãs do Deus do Trovão – que já começam a roer as unhas na expectativa do filme que estreia em 2011.

Até a semana passada, o astro ainda estava “em negociação” com o estúdio. Apesar de não ter havido uma confirmação oficial, sua participação como o Todo-Poderoso pai de Thor e senhor do reino dourado de Asgard já é dada como certa.

Nada mal. Para um filme que começou escolhendo os desconhecidos Chris Hemsworth e Tom Hiddleson para os papéis principais – Thor e Loki, respectivamente – aos poucos a produção vai se enchendo de estrelas como Natalie Portman, Jamie Alexander e, agora, Hopkins – sem falar na direção de Kenneth Branagh.

Odin apareceu pela primeira vez nos quadrinhos na revista Journey Into Mystery 85, de outubro de 1962. Um ano depois, na edição 97, sua origem foi detalhada: ele é neto de Buri, o primeiro deus asgardiano, e filho de Bor e Bestla, uma descendente dos gigantes de gelo. Junto com seus irmãos Vili e Ve, derrotou o gigante Ymir e criou o universo. Odin é auxiliado por dois corvos, Huggin e Muninn, que atuam como extensões de seu poder.

Nos quadrinhos, ele já foi dado como morto em duas ocasiões: na década de 80 e no início dos anos 2000, ambas em batalha contra o demônio Surtur. Na primeira vez, o trono de Asgard foi ocupado por Balder; na segunda, por seu filho Thor.

JediCon comemora 10 anos

O evento, que acontece dia 14 de novembro, é uma convenção brasileira de fãs da série Star Wars e de ficção científica em geral. Na programação, concurso de cosplays (fantasias dos personagens), palestras, apresentações coreografadas, sorteios, exibições de vídeos e outras atrações.

O destaque deste ano fica por conta da presença do ator Jeremy Bulloch, que interpretou o caçador de recompensas Boba Fett nos filmes O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi.

O ingresso custa R$ 25 e toda a bilheteria é destinada para arrecadação de alimentos e doação.

SERVIÇO:
Dia: 14 de Novembro
Local: APCD – Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (Rua Voluntários da Pátria, 547 – Santana -próximo à estação Portuguesa-Tietê do Metrô)
Horário: das 10:00 às 18:00
Informações: http://www.conselhosp.com.br/jedicon ou contato@conselhosp.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Livro: A Arte de Ditko

A IDW coloca à venda no próximo dia 25 o livro The Art of Ditko, editado por Craig Yoe.

A biografia traz histórias desenhadas pelo grande artista, reprodução de originais e ensaios escritos por Craig Russel, John Romita e Jerry Robinson. A introdução é de Stan Lee, seu parceiro na criação do Homem-Aranha e do Doutor Estranho.

Pequena biografia:
Formado pela Cartoonists and Illustrators School de Nova York, Steve Ditko publicou seu primeiro trabalho em 1953, pela DC Comics, na revista Fantastic Fears. No ano seguinte, começou uma intensa produção de quadrinhos para a Charlton Comics, onde criou o Capitão Átomo, em 1960.

Estreou na Marvel com as revistas Strange Tales, Journey Into Mystery e Two Gun Western. Em 1966, Ditko deixou a editora e voltou para a Charlton, onde reformulou o Besouro Azul e voltou a trabalhar com seu Capitão Átomo.

Nos anos seguintes, continuou desenhando ativamente para várias editoras, como a DC, a Eclipse, Dark Horse e a própria Marvel. Atualmente, leva uma vida reclusa em Nova York.

Seus problemas de relacionamento com Stan Lee começaram já no tempo em que ambos criavam as histórias do Homem-Aranha, na primeira metade dos anos 60. As causas do afastamento dos dois nunca foram bem explicadas.

O clima esquentou mesmo décadas depois, numa entrevista de Ditko para a revista americana Wizard, em 2002. A polêmica envolveu os créditos pela criação do Homem-Aranha que, na sua visão, estavam sendo atribuídos exclusivamente a Stan Lee.

A sinopse divulgada pela IDW não revela se esta passagem da vida do artista é explorada nem o preço. É o tipo de lançamento que, infelizmente, nunca veremos por aqui.