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terça-feira, 18 de maio de 2010

Libertas 2 e Guardião Noturno 2 surpreendem

Dois amigos, duas revistas. Nas últimas semanas, Gabriel Billy e Drope Aquim fizeram marcação cerrada em tudo que é site, blog e comunidade de quadrinhos para divulgar o lançamento do segundo número de suas criações: as revistas virtuais Libertas e Guardião Noturno, respectivamente. Vamos a elas:

Libertas 2

Billy cumpriu a promessa feita após o lançamento da primeira edição e conseguiu uma série de melhorias, especialmente na revisão dos textos. A história engata uma terceira marcha, ganha ritmo e, finalmente, os super-heróis nacionais Velta, Homem de Preto, Gralha, Penitência e Serpente reúnem-se no grupo Libertas.

Antes mesmo que possam dar início à sua missão, os aventureiros são atacados por navio voador (ok, é estranho, mas melhor que o dinossauro do número anterior) e o inimigo começa a revelar sua natureza mística.

A HQ termina com o suspense em alta, criando um bom gancho para o próximo número – que dadas às condições independentes em que é produzida, deve ficar pronta daqui a uns dois meses.

Assim como o antecessor Ricardo Santos, o artista deste número, Jocivaldo Alves, fica mais à vontade desenhando personagens uniformizados que pessoas em roupas comuns. Os diálogos ainda são pouco elaborados, mas mostram uma boa melhora em relação à edição inaugural.

Não sei por que, as gracinhas sobre os “dotes físicos” da Velta continuam. É uma citação recorrente nas próprias revistas da heroína e não vejo motivo para ficar perpetuando-a em outras histórias. As brincadeiras do Serpente, que chama o Gralha por diferentes nomes de pássaros, soam mais divertidas.

Guardião Noturno 2

A HQ de Drope já disse a que veio desde o primeiro número. Guardião Noturno é o jovem promotor de justiça Carlos, que decide virar vigilante depois que sua assistente é acidentalmente assassinada num emboscada encomendada para ele.

Carlos veste uma roupa de couro e máscara acrílica, consegue alguns apetrechos e passa a exibir uma habilidade física até então não revelada.

A comparação com os heróis da Marvel Demolidor (na essência) e Justiceiro (no visual) é inevitável, mas é difícil cobrar originalidade hoje em dia no gênero de super-heróis. A boa sacada do roteiro é que Carlos tem a idéia de se tornar um vigilante mascarado ao pegar uma HQ do herói nacional Gralha.

Tráfico de drogas nos morros do Rio, um chefão e um delegado corrupto completam a trama. Neste segundo número, o Guardião Noturno começa a demonstrar também semelhanças com o Homem Aranha quando a rotina de herói começa a interferir na sua vida pessoal.

Os desenhos de Ezequiel Assis no primeiro número são de uma qualidade acima da média vista em produções nacionais, principalmente na primeira parte da HQ, quando são colorizados por Maxflan. Na segunda, as cores de Lubasa deixam a arte meio borrada.

Nesta segunda edição, a arte, de Rudimar Patrocínio, é mediana e a opção por produzir a HQ em preto, branco e tons de cinza se não é de todo ruim deixa o projeto bastante irregular. O roteiro segue o bom ritmo do primeiro número, com um maior aprofundamento dos personagens. O destaque vai para a ótima capa de Carlus Alexandre.

Juntos, Billy e Drope mantêm o projeto KD Quadrinhos, que não tem pretensão maior do que produzir quadrinhos com super-heróis brasileiros, conhecidos ou não. Os dois números de Libertas e Guardião Noturno foram publicados pela editora virtual NHQ, de Adriano Gon. Vale a pena baixá-las.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Libertas 2 será lançada amanhã

A partir desta quarta (12), o roteirista Gabriel Billy dá continuidade a seu plano de reunir conhecidos super-heróis nacionais numa única HQ.

Assim como a primeira parte, Libertas 2 estará disponível para download gratuito no site NHQ, de Adriano Gon.

Do time criativo original, só restou Billy – que também faz as cores desta edição – e Gon, autor dos balões. Jocivaldo Alvez substitui Ricardo Santos nos desenhos e a bela capa (ao lado) é de ZéCarlos.

Papo de Quadrinho teve acesso exclusivo a um preview de Libertas 2 em que é possível notar que haverá o primeiro encontro da superequipe brasileira, formada por Velta, Gralha (que já lutaram lado a lado no primeiro número), Homem de Preto, Penitência e Serpente.

Além das 17 páginas de história, esta edição dá início a uma série de biografias de quadrinhistas e personagens nacionais, inauguradas com Marcos Franco e Penitência.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Projeto reúne super-heróis brasileiros

Navegando pelo Orkut, Papo de Quadrinho descobriu um projeto pra lá de interessante: Libertas, um crossover de vários super-heróis nacionais. Não que tais encontros sejam inéditos por aqui; Senarte Quadrinhos, SG Arte e Júpiter II têm algumas HQs dessas publicadas.

Este projeto independente vai reunir os personagens Velta e Homem de Preto, de Emir Ribeiro; O Gralha, aqui representado por Edson Tako X; Penitência, de Baiano Marcos Franco; e o estreante Serpente, de Gabriel Billy, mentor e realizador de Libertas. Coadjuvantes destes heróis também fazem pontas na HQ.

A trama se passa em Curitiba, onde uma série de assassinatos misteriosos atrai a atenção dos detetives Velta e Gil. No meio da investigação, Gralha e Milton vêm do futuro e juntam-se aos demais para ajudar a combater o responsável pelos crimes.

O roteiro é de Gabriel Billy; a primeira parte da HQ terá arte de Ricardo Santos e cores de Diogo Nascimento; a segunda, desenhos de Golden Ratio. As duas partes finais ainda não começaram a ser desenhadas.

“Os criadores dos personagens autorizaram e têm acompanhado de perto o andamento da HQ, sempre vou atualizando-os quanto ao andamento do projeto através de e-mail. Sempre que recebo algum material dos artistas repasso para eles. Passei o roteiro e tive a aprovação para fazer o material”, diz Gabriel Billy.

Libertas terá 60 páginas, divididas em quatro capítulos. Dependendo do interesse dos editores a quem Billy pretende apresentar o projeto, poderá ser publicada em partes ou em edição única.

Lançar a HQ em formato online será a última opção: “Adoro internet, sou viciado, mas quando o assunto é ler HQ, pra mim a internet peca, nada como ler uma HQ impressa deitado na minha cama, sem forçar a vista diante da luz do monitor”, explica o roteirista.

Pessoalmente, acho que este projeto cairia como uma luva na revista Tempestade Cerebral, do Alex Mir, ou em Grandes Encontros, do Samicler Gonçalves.

“Caso esse primeiro arco dê certo, pretendo dar continudade ao projeto inserindo outros personagens nacionais futuramente, já tenho até alguns em vista”, promete Billy.